Coisas e suas causas

By Flavio Prada / 25 de julho de 2017

Existem duas coisas que me fazem rir: aquilo que me faz rir, e… rir.

Existem duas coisas que me fazem chorar: aquilo que me faz chorar, e… chorar.

Existem duas coisas que me fazem feliz: aquilo que me faz feliz, e… um montão de dinheiro.

Os equivocos continuam

By Flavio Prada / 11 de julho de 2017

Muita gente pensa que escrevo textos com a intenção de fazer rir, mas não é verdade. Sei da importância do riso nas funções fisiológicas fundamentais mas na verdade minha intenção é aborrecer as pessoas e torná-las doentes e tristes. Ainda não encontrei o modo certo, mas estou a caminho. E vou conseguir.

Digo isso porque não gostei muito da iniciativa dos administradores do portal OPS de contratar colaboradores, humoristas, cômicos e políticos para o meu blog. Estava no meu contrato mas não li tudo e me culpo por isso. Eles querem humor, cazzo.

Esse blog é o menos importante do portal, porém, ironicamente é onde mais pessoas trabalham. Teremos milhares de colaboradores semanalmente e até diariamente e porque não dizer, horalmente. Temos tanta gente trabalhando na redação de humor que começamos a ter problemas de espaço. Outro dia abri a gaveta da escrivaninha e estavam fazendo uma reunião lá. Fechei rapidamente sob o protesto de um coro de loiras. Levantei-me tentando não bater a cabeça nos bagos do camelo que trouxeram especialmente para as piadas de deserto e beduínos. Esquivei-me por entre um mar de índios canibais que trocavam umas ideias com um grupo de bêbados. Não quero nem mencionar o número de putas que ocuparam o banheiro e quando vou lá…bem, deixa pra lá. São detalhes, coisas minhas.

O fato é que precisaríamos organizar melhor tudo por aqui, mas na prática não se pode, senão perde a graça. Eu quero que perda a graça e eles insistem. O contrato!! Chegam a me fazer cócegas. A confusão é grande, mas parece que tem que ser assim. Ainda esta manhã tivemos que usar da violência (mas com muito respeito ao ser humano) para poder conter a fúria dos loucos que se abateram sobre os nossos redatores Joaquim e Manuel, que tentavam desesperadamente escapar de uma piada de hospício onde caíram por acidente. Quer dizer, não foi bem acidente. Eles ouviram um louco contando do outro lado do muro: vinte e três, vinte e três…e ficaram curiosos.

Na nossa redação tudo pode acontecer. E dentro desse tudo que se pode acontecer é que iremos navegar circunstanciados pela convergência dos pensamentos colimados em uma lógica ilógica de intensa emoção e fervor, dosados com a orgânica febre do bem querer fazer de tudo para a perfeita consecução do que nos propomos como objetivo alvo e tal.

Para começar a falar de humor, iremos fazer um percurso didático. Sabemos o quanto os leitores na internet são inteligentes e por essa razão temos que começar com a matéria que nossos testes com chimpanzés determinaram como adequado.

Comecemos pela história. O humor foi inaugurado em 24 de março de 1254 em Florença na Itália, a cidade dos Médicis. Todos os Médicis a partir de então tornaram-se conhecidos pelo enorme senso da ironia e pelo sorriso fácil. No Brasil vieram emigrados muitos descendentes dos Médicis originais e todos sem exceção ficaram famosos pela grande alegria e nonchalance. Quando o Brasil ganhou a copa de 70, todos os rapazes do tri foram mostrar a estatuinha para um Médici que morava no palácio do planalto, que ele tinha alugado para passar um período antes da aposentadoria. Ficou famoso na época o diálogo do Médici com Zagallo, outro exemplar raro conhecido pela finesse e elegância.
Quando perguntado pelo velho Médici como estava se sentindo naquele momento, Zagallo disse:

  • Me sinto como um comunista no dops, sofro com o regime.

O anfitrião arregalou os olhos e o zaga nacional continuou:

  • Sofro, mas o que importa é que já perdi alguns quilos. Também pudera, fazem três dias que não como, maldito regime. hahaha. Igual comunista no dops! hahaha. Já viu como eles saem da lá magrinhos? hahaha

Médici quase fez xixi nas fardas pela risada.

Zagallo se animou:

  • Sabe doutor, eu descobri o que o senhor faz quando vai na sauna e fica olhando pra aquela rapaziada.
  • Como assim, o que é que eu faço?
  • Médici. Hahahaha
  • HAHAHAHA!
  • E me diga, como vai a saúde publica no Brasil?
  • Ah, estamos trabalhando para que todos tenham assistência, porque?
  • O senhor deveria se preocupar com medicina privada, hahaha.
  • Porque ?
  • Não sacou? preocupar-se com Médici…na privada. Hahaha
  • HAHAHAHAHA!

Ah, bons tempos aqueles, quanto se ria! Pena que o que é bom, como diz a Dita, dura pouco. Que deus os tenha em bom lugar, todos os dois.

Mas voltemos ao momento mágico, ao momento da criação. Segundo os historiadores, todos eles, incluindo os que mentem e os que falam a verdade, o humor foi inventado por acaso em uma bodega de Florença por Alfredino Mastrogambiso Polegatto. Como todas as boas invenções, o acaso fez das suas. Estava lá o Polegatto, macambúzio como sempre, até porque naqueles tempos todos os seres humanos eram macambúzios. Todos, desde os tempos de Adão, não conheciam os prazeres da boa risada desopilante que o humor proporciona. Não é por outro motivo que os filmes que são ambientados nos tempos pré Polegatto, tem aquele ar triste, modorrento, ninguém ri. Já viu filme de Jesus Cristo com gente se despregando as dentaduras pela gargalhada? É todo mundo com cara de, sei la, como se alguém estivesse sendo crucificado ali, uma loucura.

Bem, estamos desviando demais do assunto que é o momento da invenção do humor. Como dizia, o italiano estava lá, triste triste martelando os sapatos quando lhe veio uma vontade louca de falar bobagem.

Destrambelhou a disparar bobagens sem fim, mexia com todo mundo, passava gente ele imitava, inventava palavrões, trocadilhos, piadas à metralhadas que no final de uma semana foi preso e condenado à prisão, ainda que todo o povo de Florença tenha protestado muito, porque era mesmo divertido. Ficou na cadeia manicômio por oito anos, ao final dos quais tinha mudado de nome e escrito um livro. O livro veio a se chamar simplesmente A comédia. Todos correram comprar o livro pensando em algo super engraçado, formando-se filas diante dos shoppings centers. Qual não foi a decepção dessa gente toda quando constataram que o Polegatto não tinha somente mudado de nome, agora assinava Dante Alighieri, mas também estava horrivelmente chato, falando de céu, inferno, essas bobagens todas que de comédia tinha só o nome.

O meu dilema pessoalmente hoje é esse. Vamos, aqui no nosso blog do POS, SOP, OPS, sei lá, publicar os textos secretos de Polegatto? Aqueles que ele escreveu antes de ir em cana, que são de uma qualidade humorística infinitamente superior àquela baboseira, ou melhor, à lenga lenga de passeio no purgatório que o pobre, já com as faculdades comprometidas conseguiu produzir? Eu particularmente prefiro aborrecer os leitores com coisas maçantes. Vai ter briga interna aqui e vamos ver no que dá.

– Oh Manuel, fecha a porta do banheiro por favor?

Equívocos

By Flavio Prada / 4 de julho de 2017

Como pode-se perceber, a historia humana é feita de equívocos. Eles prevalecem em relação ao conhecimento das coisas. Se não fosse assim, não existiria metade das coisas que existem, frutos de enganos colossais que perduram no tempo.

Digo isso porque tento ainda alertar o Rafael de que esse meu blog pode se constituir em algo desse tipo. Um engano colossal.

Ele me convidou para escrever aqui no OPS e fazer esse blog, pensando que eu sei fazer isso. Eu nunca soube antes e agora esqueci o resto daquilo que eu não vim a saber. Vou fazer como eu fazia no tempo do finado blog, vou fingir em algum modo que estou escrevendo algo. Bem, esse é já um texto. Vou publicar.